Num dia gélido…

 

A natureza para mim, é um desafio a cada dia que passa, basta um pouco de atenção, e existem novidades em todos os cantos. Hoje (13-12-2016) não foi diferente, apesar de o dia me ter surpreendido logo pela manhã com um frio cortante, outra surpresa me esperava pouco tempo depois.

Como sabemos também a vida selvagem é apanhada muitas vezes desprevenida com intempéries como a de hoje, e no meio da estrada vejo algo de estranho, algo que deveria ter acontecido mas não aconteceu. Uma pequena ave simplesmente não levantou voo como é normal quando os carros se aproximam, parei o carro e fui ver o que se passava com este pequeno ser.

Aproximei-me e esta ficou imóvel, pensei em duas hipóteses possíveis para tal sucedimento. Ou apanhou uma pancada de um carro, ou teria tido uma noite “mal passada”. Agarrei-a, e senti que um frio imenso atravessava o corpo deste pequeno animal. Estava simplesmente gelado.

Eu tinha as mãos bem quentes o que terá sido um bom consolo face ao frio que estava.

Era uma pequena Milheirinha ou Chamariz (Serinus serinus), uma pequena ave com uns escassos 10 a 12 cm. O que mais gosto nesta ave é quando os machos se põe a cantar freneticamente, o seu canto faz lembrar um molho de chaves a chocalhar nas nossas mãos, outra coisa que gosto é a sua maneira de voar tipo “borboleta” fico com a ideia que as suas asas são bem largas, uma opinião pessoal. Alimenta-se principalmente de sementes, e faz o ninho em árvores ou arbustos, certa vez encontrei um ninho numa videira.

Acabei por trazer a milheirinha até casa, veio na minha mão pelo caminho, cerca de uns 8km, com o contacto a avezinha foi aquecendo e já se começava a mexer um pouco. Ao chegar fui buscar a maquina fotográfica para tirar umas fotos para registo, coloquei-a em cima de uma parreira e passado uns minutos parecia já querer voar. Como não podia ficar todo o dia à espera que recuperasse acabei por deixa-la no meu terraço, que tem uma cerca alta, ficou abrigada dentro de uma casa onde os meus pequenos brincam, deixei lá umas sementes e deixei-a à sua sorte.

Quando voltei à tarde fui com um pouco de receio ao terraço, temia que lá estivesse sem vida. Mas simplesmente não estava mais no meu terraço. E só havia uma maneira de sair dali. Voando!!

Fico por aqui. Abraço!

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