Após uma noite chuvosa.

 

Em noites chuvosas, é muito frequente encontrar sapos, salamandras, relas e muitos outros anfíbios longe dos locais mais frescos em que se encontram no verão, arriscando-se por outras zonas já que há humidade por todo o lado.

Há dias, enquanto conduzia dentro da vila de Mação, encontrei um Sapo-comum (Bufo bufo), este teve sorte pois nenhum carro o passou a “ferro”. Para ser franco já estava mesmo há espera de encontrar um. Como estava sem tempo para o soltar num local mais calmo, passou a noite dentro de um balde, debaixo das escadas onde guardo alguma lenha. No dia seguinte, iria liberta-lo num local mais seguro, onde haja abrigo e alimento para o “bicho”.

Pela manhã saí de casa com a ideia de o libertar, de tirar umas fotos, tanto para vos mostrar como também para meu próprio registo.

Este tipo de animal é frequentemente perseguido devido a mitos criados pelo homem, mitos esses que hoje em dia a ciência veio provar que são completamente disparatados. Os sapos não mijam para os olhos, nem são venenosos. Apenas são diferentes, tudo o que é feio tem algo de belo, e vice versa. Neste estranho ser verruguento encontro alguma beleza nos seus enormes olhos, fantásticos, olhem só aquelas cores! Também podemos falar da sua utilidade, quer nas hortas ou jardins, e mesmo perto de casa, alimenta-se de vários tipos de invertebrados, insectos como baratas que tanto desprezamos, também de aracnídeos ou lesmas, minhocas entre muitos outros. Para mim o único ponto negativo é mesmo o que lhe permite defender-se dos seus predadores, duas glândulas que produzem uma substância tóxica usada para deter os predadores. Outra forma de se defender dos predadores é incharem até mais não, e fazerem-se de grandes (risos). Nós humanos apenas não os devemos agarrar, manuseados apenas com umas luvas, pau ou balde, de resto não nos causam qualquer ameaça.

Outro grande perigo para estes sapos que podem chegar a viver 30 anos (casos excepcionais), pois normalmente vivem 7 a 10, são os atropelamentos. Este safou-se de boa…

Depois de o soltar numa zona menos movimentada, longe da estrada e com bastante vegetação, junto a uma ribeira, aproveitei para tirar uma foto à paisagem para verem o ambiente. Espero que este não se volte a por em apuros.

Quando já retornava a casa encontrei outro Sapo-comum, e este já não teve a mesma sorte do outro, pois estava literalmente colado no alcatrão.

Abraço!

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