Um habitante solitário em terras nortenhas!

 

Hoje parei junto de uma casa velha para a fotografar. Achei piada ao seu aspecto, pois apesar da sua aparência desleixada paira no ar um ambiente “castiço”. Com um dos portões meio descaído e com as pedras do muro já à vista, reparo em algo mais.

No topo da chaminé que descansa sobre aquele telhado já com telhas levantadas, está uma ave no alto da chaminé, e aquela silhueta não me engana…

Não de tons azuis pois é inverno, e talvez a preparar-se para a muda das penas, observo uma fêmea de melro-azul (Monticola solitarius).

Velha chaminé de chapa, que de tão velha já tem buracos no fundo, imagino que por ali será o seu abrigo.

Ao fundo do telhado estão uns ramos de uma árvore que chegam lá alto. Nos ramos umas pequenas pinhas esféricas com “picos”. É um liquidâmbar! E mais abaixo estão três pintassilgos (Carduelis carduelis) pendurados a banquetear-se com as suas sementes. Precisam de alimento e energia, pois é quase meio dia e estão apenas 2 graus de temperatura.

Um melro-preto (Turdus merula) está também por ali, talvez seja um primo deste melro-azul heheh

Nesta paisagem fria, as árvores denunciam as aves, observo-as facilmente. Como esta pêga-rabuda (Pica pica), que se não fosse as árvores estarem “despidas” jamais a conseguiria fotografar…

Bom com as mão e o nariz gelados já chega! Volto para o aconchego da casa, e da lareira, melhores dias virão!

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