Planta carnívora Drosophyllum lusitanicum

Toda a gente já ouviu falar de plantas carnívoras, mas imaginem numa caminhada pelo campo dar-mos de caras com estas belíssimas e peculiares formas de vida. Isso realmente pode acontecer pois no nosso país podemos encontrar cerca de oito espécies de plantas carnívoras, e desta feita vou falar de uma delas.

O “Pinheiro baboso” Drosophyllum lusitanicum, também conhecido como erva pinheira orvalhada, pinheiro do orvalho ou planta carnívora portuguesa, é endémica da península ibérica e do norte de África. Apesar desta distribuição é uma planta pouco comum e bastante restrita.

De facto esta planta tem características fenomenais, é a única planta pertencente à família Drosophyllaceae e ao contrário de muitas outras espécies esta está preparada para enfrentar verões secos como estamos habituados por cá. Normalmente encontro-a em locais de mato ou bosque pouco densos, solos pobres e pedregosos.

Dois dos principais segredos que fazem com que esta planta sobreviva em locais tão agrestes são a suas raízes compridas e muito ramificadas, também as folhas desta planta estão cobertas de cutículas pegajosas cujo o odor atrai os insectos que acabam por ficar colados sendo digeridos acabando por proporcionar à planta nutrientes necessários à sua sobrevivência.

O pinheiro baboso quando é pequeno assemelha-se a pequenos pinheiros, mas à medida que as folhas vão secando, vão ficando presas ao tronco e a planta vai crescendo em altura, com a idade a planta vai acabar por ramificar ganhando o aspecto de um pequeno arbusto. As folhas desenrolam-se do centro da planta (de fora para dentro),são finas e estão cheias de cutículas pegajosas de que falei há pouco. Segundo já tive a oportunidade de reparar pequenos insectos a ficarem lá presos, outros maiores conseguem-se arrastar, mas à medida que vão tocando em mais cutículas também acabam por ficar cativos da planta.

As flores são amarelas, aliás é nesta altura que as podemos encontrar assim, quando termina o ciclo acaba numa cápsula aberta em cima com cerca de 10 sementes pretas no interior.

No concelho de Mação conhecia quatro locais onde esta planta prosperava, hoje em dia apenas restam dois, isto em zonas restritas que não excediam 20 ou 30 metros quadrados. Neste local que fotografei existem provavelmente entre 100 a 200 exemplares que ali evoluíram.

Não costumo divulgar estes locais pois existem sempre pessoas com tendência a querer levar uma “lembrança” destas para casa, mas tal como escrevi acima esta planta tem raízes muito compridas e ramificadas pelo que o seu transplante nunca vai ter sucesso. A melhor maneira de ter mos um destes endemismo perto de casa é através de semente, onde deverá ser semeada num local definitivo, não esquecer que esta planta prosperara em solos pobres e secos.

Abraço

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