Violetas bravas.

A violeta-brava Viola riviniana ou Viola canina é uma planta perene que pertence à família violaceae à qual pertence outra planta bastante conhecida dos nossos jardins, o amor-perfeito. “Viola” em latim significa violeta e o termo “riviniana” é uma homenagem ao botânico alemão Augustus Quirinus Rivinus.

Esta geralmente prospera em locais sombrios, húmidos e frescos, normalmente encontro-a junto a regatos, e outras zonas ribeirinhas, em bosques de amieiros, sanguinhos de água, sabugueiros, entre outras.

Nesta altura do ano já a podemos encontrar em floração, e é devido às suas bonitas flores violeta que por vezes as podemos encontrar em jardins. As folhas desta planta tem a forma de um coração.

Existe uma borboleta que depende de algumas espécies da família violaceae, entre elas a violeta-brava, trata-se da borboleta laranja-grande Argynnis adippe. As suas lagartas desenvolvem-se nas violetas. Ainda não encontrei nenhuma pois é cedo, talvez lá para o mês de Maio encontre alguma.

Já nós, esta planta, além de a podermos ter no nosso jardim, podemos aproveitar as suas flores para fazer licor de violeta, para isso devemos escolher flores que exalem o melhor cheiro, recolhendo a flor juntamente com o pedúnculo.

A violeta-odorata Viola odorata será a espécie mais indicada pois exalam um odor mais forte.

Começa-se por coloca-las num frasco de boca larga e cobri-las com aguardente. Este preparado deve permanecer assim pelo menos durante 4 meses, se for mais não faz mal nenhum. As flores na aguardente logo perdem a cor, e esta fica com uma cor amarelada, com um pouco de atenção poderemos reparar numas nuances violeta.

Na fase seguinte, é preciso espremer bem as violetas e passar o líquido num passador. Separamos uma medida de aguardente, uma medida de água e uma medida de açúcar. Coloca-se a ferver a água com o açúcar até ao ponto pérola, isto é, quando a calda chega ao ponto em que ao escorrer numa colher este forma uma pequena gota (pérola) de calda. Quando esta arrefecer e estiver fria misturamos a aguardente, seguidamente passamos o líquido num funil com um filtro de café.

Esta receita foi cedida pela amiga Rosário Nicolau.

Nada como experimentar.

Abraço!

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