A lenda do Poço Mourão… e mais uma caminhada por Mação, em boa companhia.

Na semana que passou aproveitei o bom tempo e fui passear um pouco por Mação com uns amigos vindos da Alemanha. A ideia surgiu depois de lhes falar do meu penúltimo artigo “Fragas do Diabo”.

Ficaram curiosos com o facto de as gravuras serem tão antigas, e lá fomos nós. Chegando ao local, mesmo limpo e acessível foi difícil para eles descobrir a localização exata das gravuras, mas com a minha ajuda conseguiram. Ficaram encantados!

Depois disso, pensei em leva-los a ver a Buraca da Moura em Chão de Lopes Pequeno, mas não tivemos sucesso, pois a ponte que atravessa a ribeira deixou de existir…. Estava uns metros mais abaixo arrastada pela força da água. Ainda passei para o outro lado mas desistimos pois era arriscado. Ninguém queria ir ao banho.

Seguimos para o Poço Mourão, um local que os meus amigos Achim e Cláudia adoraram. A Ribeira da Galega e todas aquelas rochas são uma combinação fantástica.

Falei-lhes um pouco dos problemas que ali existem com plantas invasoras, principalmente a acácia-mimosa Acacia dealbata e a hakea espinhosa Hakea sericea todas originárias da Austrália.

Apesar de falarmos em línguas diferentes a língua inglesa foi um meio de aproximação para ambos.

Apenas lhes fiquei a dever a lenda do Poço Mourão pois tem algumas palavras que não conheço a tradução, mas fiquei de a enviar por e-mail.

Uma lenda que tentei aprender pois queria que ficasse escrita no livro Respira Natureza em Mação, na altura lembro-me que tive bastantes dificuldades em recupera-la, pois pouca a gente a sabia, de modo que falando com pessoas de alguma idade fui juntando pedaços aqui e ali, e assim é a lenda que ainda não partilhei no blog, mas que acho importante ser divulgada para que não caia no esquecimento. E diz a lenda…

…que o homem que sonhasse o mesmo sonho três vezes seguidos teria de se apresentar junto ao Poço Mourão à meia-noite e a essa altura uma junta de bois emergiria das águas arrastando para fora do poço uma enorme grade de ouro. Assim aconteceu, um dia, o dito homem cumpriu o dito e à meia-noite lá apareceu. Incrédulo viu uma junta de bois emergir da água, puxando uma grade em ouro, e logo se apressou a puxar os bois para cima. Tão contente que estava, ao ver a grade de ouro, disse:

“Ó Deus queira ou Deus não queira, a grade de ouro há-de ir à feira”. Dito isto a junta de bois recuou e logo a grade desapareceu no fundo das águas. Este por ter sido tão avarento Deus castigou-o.

Ainda há quem diga, que quem lá for à meia-noite na véspera de S. João ainda ouve as campainhas que os bois traziam ao pescoço.

Trocamos algumas ideias sobre a nossa paisagem e o turismo, sobre o Norte da Europa, Alemanha e o nosso país, foi um passeio curto apenas durou duas horas, prefiro passeios que me ocupem o dia inteiro, mas esses são raros, o tempo é sempre escasso.

Obrigado Cláudia e Achim pela companhia e um grande abraço para Berlim, voltem em breve!

Abraços a todos os leitores, deixo-vos com uma ultima fotografia.

Um belo por do sol em Mação

Gady

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