Ribeira da Ferraria, um tesouro natural! Parte I

São muitos os afluentes que abastecem de água o grande rio Tejo, e esses afluentes são abastecidos por cursos de água mais pequenos, e por aí adiante até às nascentes…

A ribeira de Eiras em Mação é um desses afluentes que abastece o rio Tejo com boa água, um dos afluentes desta ribeira é a pequena ribeira da Ferraria que desagua perto da aldeia de Castelo. Esta ribeira começa a formar-se um pouco a norte da aldeia do Pereiro e pelo seu caminho são muitos os pontos de interesse nomeadamente a água que por ali corre, límpida e cristalina.

Levantei-me às 5h30 para estar à porta do Gonçalo Lobato às 6h onde também já estava a Cila no ponto de encontro.

Seguimos pela estrada até à ribeira de Eiras.

Pelo caminho uma flor amarela chama a atenção, não me parece uma espécie natural da nossa flora. No entanto mereceu uma paragem para uma fotografia. Em conversa com o meu amigo Fernando Ferreira ( https://www.facebook.com/fernando.ferreira.9659 ) fiquei a saber que realmente não faz parte da nossa flora autóctone. Trata-se de uma planta invasora em Portugal, Oenothera glazioviana conhecida por “erva-dos-burros”.

 

 

Na outra margem da ribeira de Eiras observo a entrada para a ribeira da Ferraria. Quando observei à primeira vista fiquei um pouco na dúvida se o cenário seria bonito, mas depois dos primeiros metros de ribeira a vista começou a regalar-se…

 

 

Por ali o feto-real Osmunda regalis é rei, sob a sombra das árvores vai pontuando as margens da ribeira…

 

 

Apesar de ser manhã sabe bem ter os pés molhados, ainda mais sabendo que a água provem de nascentes não muito distantes… nesta ribeira corre água todo o ano.

 

 

Águas limpas e correntes é o habitat ideal para a rã-ibérica.

 

 

Mesmo não as procurando, a primeira saltou à minha frente, aquela mancha escura que parte na narina e se prolonga atrás do olho até ao “ombro” é uma característica inconfundível!

 

 

Eu e os meus amigos caminhamos devagar e apreciamos os momentos que esta paisagem nos proporciona, para muitos isto não existe, mas é bem real.

 

 

As margens são muradas dos dois lados, em certos locais notam-se os caminhos e escadas. Sinceramente nem reparei muito no arvoredo acima, Recordo-me em especial dos salgueiros, sanguinho de água. Por ali não vi amieiros, estão em falta.

 

 

Uma estranha ponte revela que alguém andou por ali, Gonçalo Lobato tens alguma coisa a dizer quanto a isto? Agora para nós, esta ponte foi feita por ele, e posso confirmar que apesar de estranha é viável (risos).

 

 

Pela subida são várias as pequenas cascatas por onde passamos…

 

 

Em alguns locais os fetos atingem um porte colossal, da base até ao topo das folhas quase 3,5 m, incríveis não acham!?

 

 

Por hoje fico por aqui, já coloquei muitas fotos e por hoje não tenho mais tempo para estar em frente ao computador. Amanhã termino de escrever esta “pequena viagem”!

Abraço!!!

Gady

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