Descendo Tejo! – Parte I

Não há dúvida nenhuma que Portugal é um país magnífico a nível natural.

E o rio Tejo apesar de muito maltratado e negligenciado, quer por espanhóis quer por portugueses é um local espectacular para realizar várias actividades, sejam elas por terra percorrendo as margens, quer por água, de barco, canoa, caiaque ou simplesmente com colete posto.

 

 

Um grupo chegou às Colinas do Tejo ( http://colinas-do-tejo.pt/ ) e pretendia andar de caiaque. Na minha opinião existem dois Tejos na zona da barragem de Belver. Acima da barragem um lago onde a água está praticamente sempre parada, e abaixo da barragem onde a água do Tejo ainda tem alguma vida, isto é, movimento.

Por volta das 7h da manhã resolvi ligar ao Arlindo, o reconhecido Guardião do Tejo, para tentar saber como estava a água. Depois de uma breve conversa, percebi que ele estava de folga e desafiei-o para vir comigo já que tinha um lugar vago no meio caiaque.

A entrada no rio foi feita junto à aldeia dos pescadores na Ortiga.

 

 

A água estava com pouca corrente e aos poucos todos se adaptaram aos caiaques e calmamente seguimos rio abaixo.

 

 

A água estava calma e límpida, nas zonas mais baixas as plantas aquáticas são abundantes e aqui e ali surgiam grandes peixes a fugir à nossa passagem. Um pouco mais à frente começo a ouvir o som da água a passar nas pedras, encostamos à margem esquerda pelo lado da praia da Marambana para não descermos no centro do Cachão do Caibotes. Tal como o nome indica “caibotes”, é um local onde se não tivermos cuidado facilmente vamos parar à água.

 

 

Ali existe um desnível de água de cerca de 2 a 3 metros, esta diferença proporciona uma zona com mais corrente e agitada. O barulho da água convida-nos a uma primeira experiência neste bonito rio.

 

 

Aos poucos todos foram descendo pela cascalheira abaixo…

 

 

Por estanho que pareça eu e o Arlindo é que íamos virando o “bote”, mas a culpa é minha deixei o Arlindo a remar sozinho para ser mais fácil tirar algumas fotos…

 

 

Nesta pequena descida ouve quem perdesse um chinelo, mas tinha a sensação que iria aparecer mais cedo ou mais tarde neste rio imenso! E não é que foi mesmo recuperado?!

Lá no alto avistamos a aldeia da Ortiga…

 

 

 

Pelo caminho observámos bastantes aves, garça-real, corvos-marinhos, patos-bravos, gralhas, gaios, várias espécies de andorinhas e até uma cegonha-preta entre muitas outras.

 

 

Hoje, o rio estava facilmente navegável, pois as descargas da barragem influenciam a corrente do Tejo, durante a descida ora tínhamos águas calmas ora zonas com corrente.

 

 

Uma pequena paragem para esticar as pernas e…

 

 

… Houve quem quisesse experimentar descer um pouco a nado. Nesta zona as plantas aquáticas também eram abundantes, parecia existir um pasto no fundo do rio. Na verdade, é bom ver todo aquele verde no fundo do rio, é através do “trabalho” destas plantas que a poluição vai sendo superada, não totalmente, mas ajudam bastante.

 

 

Como este artigo já tem imensas fotografias, vou parar por hoje e continuar amanhã…

Até ao próximo artigo, para acompanharem a segunda parte da descida… já estamos quase a chegar à ponte de Alvega. Mais a baixo o canal de alfanzira onde existe um pouco de história…

Abraço e até ao próximo artigo!

Gady

4 thoughts on “Descendo Tejo! – Parte I

  1. Boa noite Amigo, colega Gouveia, fico muito satisfeito pelas vossas iniciativas e aventuras neste nosso Grande rio. Indico então pequenas achegas nominais da zona do cachão, o cachão é conhecido pelo Canto do Inferno, é decerto muito fundo e quando há muita água formam-se funís, que pareciam engolir os botes dos pescadores. Junto à descida com pedras existe o Canal de Alfanzira, conhecido por Carreiras, da época dos Filipes, onde o rio foi tornado navegável e os barcos eram puxados à sirga. Esse local também era conhecido pelas Azenhas, pois havia lá umas quatro e pelas pesqueiras, ainda se veem duas. As ilhotas e rochas que estão no meio do rio todas têm nome, que eu não sei muito bem. Frente às colinas acho que está a Pedra do Homem morto”. Para saber tudo isso fale com o meu tio Victor, conhecido pelo Fiscal da Areia, que é o último calafate ainda existente,mora na casa por baixo da linha junto à passagem de nível, junto à estação. Se precisar eu vou lá consigo.
    Cumprimentos, Raul Grilo

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