Let’s see some birds!

Há uns dias atrás, tinha combinado com uns amigos (Simon e Fiona) fazer uma pequena caminhada e tentar observar algumas aves.

Partimos do Moinho da Fadagosa (Mação), um alojamento local muito diferente dos demais, não é todos os dias que dormimos num moinho de vento… neste local além do moinho existem bonitas serranias e vales.  Ali perto correm três ribeiras, sinal de frescura para os dias quentes que se avizinham.  Em tempos existiram ali perto as termas da Fadagosa, mas o tempo passou e hoje não passam de ruínas e memórias perdidas no tempo.

Estava uma tarde ventosa e para ser sincero, com uma tarde assim, não estava muito optimista em relação a encontrar muitas aves, mas lá fomos. Bem sei que a par das aves a natureza é cheia de surpresas e de assuntos para falar, assim não me preocupei muito com o insucesso do objectivo principal.

Começamos a descer o monte em direcção à ponte que vai para o Vale do Grou. Já nem sei ao certo de que íamos a falar pelo caminho, acho que de ovelhas e cabras… Ao chegar junto da Ribeira de Eiras um forte bater de asas denuncia um casal de patos bravos que rapidamente levantou voo desaparecendo ao longe. Quase em consonância, um melro preto dá o sinal de alarme!

A tarde já não estava perdida, já tínhamos registo de duas espécies. Sugeri espreitar debaixo da ponte na esperança de encontrar ninhos de andorinha-das-rochas. Não tivemos sorte pois apenas havia vestígios de dois ninhos, mas foram fáceis de identificar. Um seria de andorinha-das-rochas e o segundo de andorinha-dáurica.

Dali, seguimos em direcção ao Estreito, um local onde uma crista quartezitica é cortado pela ribeira do Aziral.

Agora subíamos pela margem da ribeira de Eiras e ao nosso lado direito está a Serra da Alfeijoeira. Aos poucos começo a reparar que imensas borboletas-carnaval voam por ali, sinal que também iríamos encontrar a erva-bicha.  E não me enganei, estavam mesmo. Esta borboleta depende desta planta pois é lá que deposita os ovos.

 

 

Junto à Ribeira de Eiras, com menos vento. Algumas aves foram aparecendo, entre elas piscos, chapim real, chapim-azul, toutinegra-de-cabeça-preta, toutinegra-de-barrete, carriça, felosinhas entre outras aves…

Por outro lado, tínhamos a flora sempre mais rica junto ás linhas de água… Chegamos a uma velha azenha e um moinho de água já em ruínas. Mais à frente as ruínas de umas casas e um velho forno. Esta casa há décadas atrás tinha gente… segundo me contaram era a casa da Ti Sertainha e sua família.

 

 

Começamos a subir o monte, ali as carquejas em flor embelezam o retrato…

 

 

Enquanto caminhávamos até à Aldeia do Aziral observamos a voar andorinhas-das-rochas, com um pouco de atenção escuto uma toutinegra-do-mato, mais à frente tentilhões… ao longe ouvem-se perdizes… e para meu espanto, um ganso doméstico.

Passamos por um velho palheiro com uma eira ao lado, depois de umas fotografias avançamos até à Ribeira do Aziral. No meio dos amieiros algumas aves circundam no meio da folhagem e de repente um casal de pombo torcaz cruza os céus.

 

 

Mais à frente avista-se a Ponte do Estreito, uma das minhas pontes preferidas neste enorme concelho. Esta ponte não reúne consensos em relação à data da sua construção. Há quem diga que é do século passado, outros dizem que não, por exemplo um dia fui com o amigo Raúl Coluna falar com o Ti Delfim das Casas da Ribeira, um homem com mais de 90 anos que nos disse que sempre se lembrou de ver ali aquela velha ponte… outros sem saber tentam aponta-las aos romanos…

 

 

Já em cima da ponte vejo um retrato maravilhoso, o céu refletido na água da ribeira dá um retoque especial à paisagem. Que tal?

 

 

Dali, começamos a subir junto ás rochas, e aos poucos a ponte vai-se afastando…

 

 

… até ficar do tamanho da minha bota! (risos)

 

 

Depois de um pouco de conversa a contemplar a paisagem, subimos até ao alto do Castelo Velho do Caratão, mas como estava muito vento e frio partimos de volta. Desta vez não atravessamos a velha ponte na Ribeira do Aziral em vez disso aproveitamos uma ponte improvisada na ribeira Eiras para cruzar para o outro lado e seguir de volta para o moinho.

 

 

Regressei desta caminhada com mais um pouco de conhecimento. Algures no meio da serra, encontrei uma espécie herbácea que ainda não tinha visto por Mação. Trata-se do jacinto espanhol Hyacinthoides hispânica. Uma flor bonita não?

 

 

Aproveito para deixar o site do Moinho da Fadagosa, visitem!

https://www.moinhodafadagosa.com/

info@moinhodafadagosa.com

Uma ultima foto! Trata-se de uma pintura minha, uma mapa que reflecte tudo o que podemos encontrar nas proximidades do moinho.

Procurem no mapa os locais mencionados na caminhada!

Explorem!

Abraço Fiona e Simon!

Grande abraço aos leitores!!!

Gady

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